Não era a morte que interessava.
"Não era a morte que interessava, era a tristeza, o pasmo. As poucas pessoas boas a chorar durante a noite. As poucas pessoas boas." Charles Bukowski em Histórias de Loucura Normal.
domingo, 24 de junho de 2012
O óbvio
O óbvio era que eu me casasse e tivesse filhos.
O óbvio era a minha mãe ter vivido.
O óbvio era ter recebido carinho e atenção dos meu pai.
O óbvio era não ter sido molestada.
O óbvio era ter conseguido acabar os estudos sem chumbar um ano.
O óbvio era que eu me casasse e tivesse filhos.
A vida não é óbvia.
A escrita sobre a escrita.
A minha escrita é como eu, titubeante, bamboleando entre o certo e o errado e atirando-se a um qualquer pedaço de papel em forma de mancha esborratada. É impulsiva, no limite, mas sempre com medo de ser.
É sentimental e carente, com um travo amargo à whisky barato, mas que serve para passar a mensagem.
À noite
Ausência de luz, mistério no ar, tudo o que acontece depois das 2:30 da manhã não tem qualquer proveito. É à conclusão que chego depois de cinco horas de conversa com duas ex colegas. Sucesso, dinheiro, responsabilidades, ressentimento, mágoa e, sobretudo muito ego.
A amiga é uma puta, a prima engravidou, o namorado traiu. Não há espaços para falhas, todos são perfeitos "enquanto os ouço e me falam".
Oh tomara eu dominar o código de significados de todas as línguas, um código tão universal que me permitisse esgotar o sentido de tudo o que me é dito. E eu que me importo tanto...
Sou obcecada pelos espaços vazios, em diminuir com a distância de um abismo de ilha para ilha,que é a mente de cada um. Cada um com a sua vivência, tão única e singular quanto eles próprios, uniformizada pelas normas sociais que tentam limar as arestas do desagradável, reduzir a entropia, mas são verdadeiramente o início deste baile de máscaras constante a que brincamos, enquanto a vida nos escapa entre os dedos como areia fininha. No final resta apenas a essência.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Pilot.
Com a potencialidade de mil palavras na ponta dos meus dedos uso estas para me lançar no universo anónimo dos Blogs. Depois de anos a considerar sobre a criação de um, aqui me têm nua e crua. É somente isso que pretendo, chegar à verdade mais escondida e profunda do meu ser e descobrir, finalmente, o puzzle que sou. Que comece o frenesim!
Com a potencialidade de mil palavras na ponta dos meus dedos uso estas para me lançar no universo anónimo dos Blogs. Depois de anos a considerar sobre a criação de um, aqui me têm nua e crua. É somente isso que pretendo, chegar à verdade mais escondida e profunda do meu ser e descobrir, finalmente, o puzzle que sou. Que comece o frenesim!
Subscrever:
Mensagens (Atom)